terça-feira, 29 de setembro de 2009

Coisas para se fazer antes de morrer

Quem depende do banco para fazer pagamentos, depósitos e tudo mais, já ficou preso numa fila pelo menos uma vez na vida.

Lembro-me de uma vez que eu fui no Banco do Brasil e a fila estava no mínimo enorme. E quando a fila dá voltas e voltas as pessoas ficam muito "animadas".

Nesse dia, tinha uma mulher com dois meninos que brigavam e gritavam e a ela estava lá no final da fila. Ela não podia gritar com os meninos dentro do banco, mas ela não ia sair dali tão cedo.

Tinha um outro garoto na minha frente que eu li a frase no uniforme dele umas quinhentas vezes.

Um pai esperto deixou o filho adolescente, um garoto de cabelos ruivos, na fila e saiu do lugar.

Tinha um outro homem, com fartos bigodes, que cochilava na fila. Fiquei imaginando o que ele estava fazendo algumas horas antes.

E o pior é que sempre tem um funcionário de um escritório de contabilidade que leva uma pasta cheia de documentos e fica no caixa durante 20 minutos.

É legal também que a gente sente compaixão pelos outros. Todos estávamos na mesma situação; se alguém começasse a chorar de desespero ou ameaçasse pular da janela do segundo andar do prédio, todos compreenderíamos a situação.

E você escora o corpo com a perna direita, com a perna esquerda, cruza os braço, descruza, alonga o pescoço, olha para o guarda, olha para a fila, olha para o atendente do caixa que está sentadinho e que ficaria ali, no ar condicionado, até o final do expediente.

Sinceramente, a janela do segundo andar começa a ficar atraente, chamativa.

Perna direita, perna esquerda, cruza, descruza, guardinha, fila, atendente.

As duas pernas começam a doer e mesmo no ar condicionado você começa a suar. E a nuca adormece, e a panturrilha acusa.

É uma experiência para o resto da vida. Quem vai esquecer o dia em que ficou 40 minutos de pé só para pagar uma continha de nada?

Inesquecível.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Cadê meu iogurte?

(David entra na cozinha abre a geladeira procurando alguma coisa. Doraci está sentada num canto da mesa, lendo o jornal antes de ir para o trabalho.)

DAVID: Doraci, você viu meu iogurte?

DORACI: Que iogurte?

DAVID: O meu iogurte.

DORACI: Eu sei que é seu iogurte. Nós moramos sozinhos. Se o iogurte não é meu, é porque ele é seu.

DAVID: Que bom! Agora que você sabe que é meu iogurte, me responda: onde ele está?

DORACI: Que iogurte?

DAVID: O MEU IOGURTE, DORACI! Aquele com uns pedacinhos de hortelã.

DORACI: Ah! Aquele iogurte com pedacinhos de hortelã! Joguei fora.

DAVID: (nervoso) Jogou fora! Como assim, Doraci?

DORACI: Joguei fora. Eu não sabia que aquele iogurte era seu.

DAVID: Doraci, você mesma acabou de dizer: se uma coisa não é sua, ela é minha.

DORACI: Mas só pra ter certeza, você podia colocar um nome nas suas coisas.

DAVID: Ah, tá! Então, se eu estiver comendo uma maçã, e aí me dá um piriri, eu tenho que colocar o meu nome na maçã pra você não jogá-la no lixo.

DORACI: Não precisa exagerar. Nesse caso, você... você... podia levar a maçã para o banheiro.

DAVID: Doraci, eu vou levar a maçã para o banheiro? Eu vou ficar sentado no vaso, cumprindo as leis da natureza, enquanto eu como uma maçã? DORACI, OU SAI OU ENTRA! É a lei da Física.

DORACI: Eu faria isso. Por que você não?

DAVID: Doraci, eu acho que você não é muito certa da cabeça. Lá no banheiro tem coisas muito íntimas, que eu não suporto que fiquem me observando enquanto como. Como eu vou comer olhando para o rolo
de papel higiênico, para a minha escova de dentes e para o chuveiro de água quente?

DORACI: Sei lá! Se vira! Você não é quadrado!

DAVID: Você é muito insensível.

DORACI: Insensível?! Eu?! Tudo bem. Vamos à verdade. Nada mais que a verdade. Nada além da verdade. Eu joguei o seu iogurte no lixo porque ele estava fedendo e eu precisava colocar aquela torta de maracujá, que você me pediu para fazer.

DAVID: Que lindo, Doraci!

DORACI: Agora quem é insensível?

DAVID: (vai para a esposa com os braços abertos) Minha doçura!

DORACI: Viu? Tudo tem um motivo nesse mundo.

DAVID: Aquele iogurte custou uns cinco reais, sabe?... Eu acho que eu merecia ser ressarcido do meu prejuízo.

domingo, 20 de setembro de 2009

Self-service

Já fui em restaurantes que funciona como self-service e que cobram uma taxa extra para quem deixar comida no prato. Todos concordam que é algo bem justo para se fazer, até o dia que você sente isso na pele.

É comum as pessoas saírem de casa aos domingos para almoçarem num restaurante ou irem numa pizzaria no sábado à noite. E é aí que as coisas complicam.

No sábado, você vai num rodízio de pizzas para encher o bucho. Você está sem comer desde a hora do almoço, pensando em falir a pizzaria. Senta-se na mesa e pede para que o sirvam. E aí vem as pizzas: mussarela, portuguesa, marguerita, cheddar, calabresa, banana, chocolate, rúcula. E você mandando pra dentro.

No final da noite, você tem um pratinho cheio de borda. Já está com a barriga estufada quando você descobre que tem uma taxa exorbitante para quem deixa sobras. Que beleza, hein?

Aí é hora de tocar tudo pra dentro. Depois disso você fica pelo menos seis meses sem comer pizza, sentindo o gosto do cheddar no nariz.

Tem ainda a churrascaria no domingo. Que maravilha! Self-service! Aí todo mundo aproveita. Enche o prato de comida e os garçons começam a dança da morte: picanha, coraçãozinho, linguiça, colchão mole, alcatra, maminha, asinha, coxa, peito de peru, perna de rã. É uma loucura.

Só depois de duas horas, seu prato cheio de carne, que você descobre sobre a taxa. Então, vamos fazer um esforço para caber tudo dentro do estômago. Eita. Que beleza. Aí é um ano sem churrasco e sem queijo.

O último conselho: é bom ficar de olho aberto. Nada é de graça nessa vida!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Joana e Mário

D. Joana é uma senhora que ligava todos os dias no supermercado onde eu trabalhava. Ela adorava perguntar o preço de tudo que tínhamos nas prateleiras.

— Betinho, — (ela me chamava assim) — quanto é que está a lata de milho verde? E a latinha de azeite? E o vidro de azeitona?

Eu definitivamente não tinha muita paciência com D. Joana, mas eu era obrigado a responder.

— R$2,30, D. Joana.

Na verdade, ninguém tinha paciência para atender o telefone quando era D. Joana no outro lado. Pior era quando alguém atendia e me passava o telefone dizendo que estava ocupado e não tinha tempo de anotar a encomenda de D. Joana.

— É R$6,59, D. Joana.

Mário era um sujeito que tinha alguns problemas mentais. Ninguém nunca soube direito como ele tinha enlouquecido, mas todos sabiam que ele era maluco de pedra.

Ele aparecia no balcão pedindo alguma coisa, mas eu não conseguia entender o que era. Chamava o patrão para decifrar o enigma.

— O que é que é, Mário? Sabão? Pão? O quê? Requeijão?

Foi horrível quando os dois surgiram ao mesmo tempo.

Mário chegou, jogou três moedas no balcão e pediu. Eu como sempre não entendi o que ele disse. Fui nos fundos do supermercado chamar o patrão.

— Eu estou ocupado. Peça para ele esperar uns segundos.

Voltei para o balcão. Não sei se Mário entenderia o que ia dizer, mas eu dei o recado do patrão.

No momento seguinte, o telefone tocou. D. Joana. Merda.

— Oh, Betinho, vocês tem papel higiênico? Quanto é que tá? E a palha de aço? Vocês tem refrigerante de laranja?

Eu continuava respondendo às perguntas de D. Joana e o patrão não aparecia para atender Mário. Eu fiquei desesperado quando os olhos de Mário ficaram vermelhos, ele começou a cuspir e esmurrar o balcão. Ele batia o punho com muita força. Onde estava o patrão que não aparecia?

— Me dá! Me dá! — ele gritava.

— Vocês tem daquele shampoo que a moça da novela faz a propraganda na televisão? — D. Joana perguntava.

— Eu quero! Eu quero!

— E daquele sabonete azul? Vocês tem?

AAAAHHHHH!

Eu não consegui aguentar. Gritei enlouquecidamente. O patrão apareceu correndo para me socorrer. Não sei se ele entendeu o que Mário pediu, nem sei se ele anotou o que D. Joana queria. Só sei que aqueles dois, combinados são componentes para uma bomba atômica.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O cotonete do ano!

Hoje, eu só quero fazer um comentário sobre a edição 2009 do VMA (Video Music Awards), que foi exibida pela MTV diretamente de Nova Iorque. Dentre tantas coisas como Beyoncé com um vestido vermelho decotado, show da Pink, show do GreenDay, teve uma coisa que é de chorar: o show e o modelito de Lady Gaga.

Há algumas semanas, Lady Gaga foi eleita a cantora mais brega da atualidade, mas ela confude um pouco.
Cafonas existem aos montes _ Falcão, Reginaldo Rossi e Waldick Soriano _, mas Lady Gaga é maluca.

Ela apareceu de máscara e depois o show dela foi uma coisa de outro mundo. Ela e os dançarinos estavam de roupas íntimas _ para provar que ela não é hemafrodita _, ela tocou piano com as pernas arreganhadas, seu cabelo parecia um poodle com uma mecha rosa e, para completar a loucura, ela apareceu com um negócio na cara que eu nunca vi igual.

Eu não gosto de falar mal dos outros, mas Lady Gaga canta mal, se veste loucamente e mete medo nos outros.

P.S.: Não colocarei fotos por serem imagens assustadoras.

domingo, 13 de setembro de 2009

Quanta ingratidão

Doraci está na cozinha quando David chega arrastando os chinelos pelo chão. Ela levanta a cabeça, surpresa.

DORACI: David, você não devia estar aqui!

DAVID: Bom dia pra você também, querida.

DORACI: David você ainda não está totalmente curado. Devia estar deitado na sua cama. Onde está aquela enfermeira?

DAVID: Acabei de demití-la.

DORACI: (espantada) Como assim "acabou de demití-la"?

DAVID: Tirei o cargo, destituí-a, privei-a de sua função, exonerei-a.

DORACI: Eu sei o que é demitir. Estou te perguntando é o porquê da demissão.

DAVID: (senta-se de frente para mulher) Preciso te falar uma coisa muito séria: Aquela mulher é louca. Além de ser louca, aquela desequilibrada não aceita que ninguém perto dela seja mais normal.

DORACI: Quanta ingratidão...

DAVID: Ingratidão?! Você vai para o seu trabalho todo dia e não vê o que ela faz comigo.

DORACI: (brava) Ela te assediou?

DAVID: Antes fosse. Ela me tortura com aquela água suja que ela chama de sopa.

DORACI: Credo, David! Foi mamãe que preparou a sua sopinha. Ela fez tudo com tanto carinho.

DAVID: Bem que eu percebi uma dor no peito. Sua mãe me envenenou.

DORACI: Não fale assim da mamãe.

DAVID: Isso porque eu não falei do mingau. Aquele engasga-gato que eu era obrigado a engolir.

DORACI: Eu que preparei aquele "engasga-gato".

DAVID: Ainda tem o jeito que ela conversa comigo.

DORACI: (brava) Que jeito?! Se aquela mulher fez alguma gracinha com você, David, eu pego ela.

DAVID: Calma, Doraci. O que eu estou dizendo é que ela fala comigo como se fôssemos nós. (Imitando a voz da enfermeira) "Como estamos indo?"; "Como somos levados. Derrubamos sopinha na cama?"

DORACI: Que horror!

DAVID: E para terminar ainda tem os programas que ela me obrigava a assistir. Colocava naquele programa horroroso que passa todo dia de manhã e sumia com o controle remoto.

DORACI: Eu achava que você gostava daquele programa. Eu pensei que você gostava de ver aquele povo andando no alto.

DAVID: À tarde era pior ainda. Ela colocava naquele programa daquela fofoqueira que gosta de contar o que vai acontecer na novela, ou o novo clipe da Gretchen, ou o novo escândalo com um ex-bbb.

DORACI: Credo! Tudo menos isso!

DAVID: Por que não me matavam de uma vez?

DORACI: Porque a eutanásia é proibida.

DAVID: Eu também te amo, meu amor.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Lua Nova


Talvez esse foi o ano que eu mais aguardei pela estreia de vários filmes. Ficava contando os dias para estrear as produções ou esperando o DVD na locadora. Mas nada se compara com a minha ansiedade de assistir a sequência de "Twilight"(Crepúsculo,2008).

"New Moon" conta a parte da vida de Bella (Kristen Stewart) quando ela fica sem Edward (Robert Pattinson) e se envolve com Jacob ( Taylor Lautner).

É um pouco desnecessário falar sobre a história, já que meio mundo já leu Lua Nova, mas é só para não esquecer.

Todos dizem ser o filme mais esperado do ano. E isso não é pouca coisa não, viu! Esse ano já foram para o cinema "Anjos e Demônios", "Harry Potter e o Enigma do Príncipe", "X-Men Origins: Wolverine" e "Dúvida". Só filmaço!

Então, vamos esperar até 20 de novembro.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Papai!

Um menino estava dentro do carro junto com seu pai. A criança observava tudo que passava pela janela e várias coisas lhe despertavam a curiosidade.

O menino viu um avião voando perto dos prédios.

— Papai, como é que os aviões voam? _ o menino perguntou.

O pai olhou para o menino, sorrindo.

— Essa o papai não sabe.

O menino continuou observando tudo que passava ao seu lado. Lojas, animais, carros, pessoas, mães.

— Papai, como é que os bebês nascem?

— Filho... Eu não sei muito bem, mas com o tempo você vai descobrir.

A viagem continuou.

— Papai, como é que os peixes respiram debaixo d'água?

— Eu não sei, filho.

— E, como é que navio flutua, se ele é tão pesado?

— Eu também não essa, filhão.

O menino continuava com o nariz pregado no vidro do carro, observando os borrões que passavam ao seu lado. Virou-se para o pai para uma última pergunta.

— Papai, você se importa que eu faça essas perguntas?

— Claro que não, meu filho! Senão, como é que você vai aprender as coisas?

domingo, 6 de setembro de 2009

O que os olhos não veem, o estômago não sente.


Eu sempre lidei com pessoas muito diferentes umas das outras em todos esses anos atrás de um balcão. Uns doidos, outros estranhos e uns bem educados. É o caso de um homem que frequentava o supermercado onde eu trabalhava.

Ele ia ao supermercado todos os dias e sempre foi muito simpático com todos os funcionários: saldava-nos com um efusivo bom dia e fazia questão de nos dar um lanche quando estava em casa.

Quando não estava trabalhando, ele gostava de nos visitar e conversar comigo sobre sua vida e, principalmente, gostava de saber sobre a minha: onde eu estudava, desde quando eu trabalhava ali, quem eram meus pais, etc. e tal.

Quando ia embora ele sempre dizia:

— Beto, depois você aparece lá em casa para tomar um café!

Eu sempre respondia com um sorriso de agradecimento; agradecimento por ter tido a gentileza de me chamar, mas eu não ia aceitar (mas isso ficava implícito).

E eu sentia gosto de atendê-lo. Ele sempre era muito gentil, atencioso e muito prestativo, levando os bolinhos que ele mesmo tinha preparado.

— Eu cheguei em casa correndo — ele disse uma vez — para preparar os bolinhos. Eu sei que dia de sábado é puxado para vocês.

E nós comíamos com gosto.

Uns dias depois, ele me chamava para ir a casa dele de outra maneira.

— Você não quer ir lá em casa tomar um café? Acabei de preparar uns bolinhos _ ele dizia.

Droga. Até ali ele me chamava para eu aparecer qualquer hora dessas, mas nunca me chamou para ir naquele instante. Eu sabia que não me sentiria à vontade comendo na casa dos outros, porém eu não sabia como recusar com educação, para não magoar um sujeito tão cortês.

— Olha! Eu tenho que organizar umas coisas para amanhã... Então, outro dia eu apareço lá.

Ele sorriu e saiu. Meu coração partido por ter destratado o coitado.

E por vários dias eu inventei desculpas para não aceitar o convite dele. Eu achava que recusar seria mais educado. Talvez ele estivesse me convidando só por polidez.

Continuou assim até o dia em que ele fez uma compra enorme e me pediu para ajudá-lo a levá-las até sua casa.

Eu não podia recusar; era meu trabalho.

Chegamos a casa dele. Já tinha visto a casa por fora, mas fiquei impressionado com a organização da casa de um quarentão. Eu levei as sacolas até a dispensa e ele pediu para eu organizar as coisas nas prateleiras.

Todas tinham nomes; foi fácil organizar.

Saí da dispensa e deparei com um homem de cuecas na cozinha. Ele estava tirando uma forma de dentro do forno. Os bolinhos estavam dentro daquela forma. Virou-se de frente e sorriu para mim.

Eu fiquei muito assustado com aquilo. A barriga dele parecia maior e aquela cueca branca era um pouco aterrorizante.

— Sente-se — ele disse com um sorriso.

Com as mãos, colocou os bolinhos num prato e colocou-o na minha frente.

— Não fique acanhado.

Ele virou-se novamente para tirar um jarro de suco da geladeira.

— Eu mesmo preparei.

Ele sentou-se de frente para mim e se serviu. Começou a conversar como se estivéssemos no supermercado. Para não fazer feio, eu peguei um bolinho e mastiguei com muita lentidão. Não comeria mais do que aquele.

Meu cérebro funcionava a mil: eu não tinha nenhuma desculpa para inventar e sair correndo dali. Pensa, pensa, pensa, pensa.

— Esse bolinho é diferente, não é? — eu perguntei.

— É. Fubá.

Bingo.

— Eu tenho alergia a fubá.

Nem olhei para trás para ver aquela cueca outra vez.

sábado, 5 de setembro de 2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A caixa mágica


Vira e mexe eu vou voltar a falar dessa caixa mágica chamada televisão. Claro, pode ser mágica até certo ponto! Dependendo de onde você para pode ser uma maldição.

Esse assunto de programas que dá dor de barriga em cabrito é algo que dá muita polêmica, mas é fácil encontrar alguém que não goste do Netinho, da Sônia Abrão ou da Adriane Galisteu. Rende muita conversa exorcizar tudo que de ruim existe no seu íntimo. Por isso eu escrevo este post.

Ultimamente, uma coisa que faz muito sucesso é aquele tipo de programa que tem um desafio: encontrar a imagem diferente, ou nomes de frutas no caçã-palavra ou onde está o rosto num monte de café. Para completar, eles colocam as mulheres mais chatas para apresentar esses programas.

_ Aonde estão os meus espertos? _ elas dizem.

Ou.

_ Ah, não, diretor! Esse desafio está muito difícil, ninguém vai conseguir descobrir.

A resposta está na cara de qualquer um e ela diz que o negócio é difícil. Ela está chamando o público de burro.

Outra coisa que me irrita muito nesses programas é que, desde a hora que ele começa, as apresentadoras gritam que o programa já está acabando.

_ Tá acabando! Tá acabando! Liga pra cá agora, responda o nosso questionário cultural e ganhe R$10000,00 em barras de ouro.

Eu conheço algumas pessoas que já ligaram para esses programas, responderam 500 questões do questionário cultural e nunca ganharam bosta nenhuma desses programas. Além de tudo, pagam R$70,00 na conta de telefone. Que situação!

Pois é! A televisão pode ser uma caixa mágica, mas pode ser um caldeirão de maldições.